quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Atividade 4.2 navegando por vídeos e outras mídias

Exitem hoje as mais variadas tecnologias presentes em nosso dia-a-dia, saber como utiliza-las de forma correta e expor nossa ideias, vontades e desejos de expressar algo que podemos fazer usando esses recursos tecnológicos, como na ciberarte.
http://www.youtube.com/watch?v=HNaei8Vgim0

Atividade 3.5


Segundo o dicionário, Currículo são as disciplinas de um curso escolar. Ou seja, é a forma de planejamento que um profissional da educação utiliza para elaborar suas aulas. Um currículo tem metodologias e estratégias que deverão ser utilizadas para que o currículo seja cumprido como foi programado. Nele é contido não apenas as atividades a serem realizadas, mas também, a maneira como elas foram elaboradas.
As tecnologias são responsável pela implementação do currículo, elas trazem varias contribuições, para o desenvolvimento de novas metodologias e estratégias de ensino, proporcionando a integração do projeto curricular com a intencionalidade pedagógica de desenvolver a capacidade de pensar e aprender, interagindo com o objeto de conhecimento.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Atividade 2.3

Conceito de Hipertextos
Hipertexto é o termo que remete a um texto em formato digital, ao qual se agregam outros conjuntos de informação na forma de blocos de textos, palavras, imagens ou sons, cujo acesso se dá através de referências específicas denominadas hiperlinks, ou simplesmente links. Esses links ocorrem na forma de termos destacados no corpo de texto principal, ícones gráficos ou imagens e têm a função de interconectar os diversos conjuntos de informação, oferecendo acesso sob demanda as informações que estendem ou complementam o texto principal. O conceito de "linkar" ou de "ligar" textos foi criado por Ted Nelson nos anos 1960 e teve como influência o pensador francês Roland Barthes, que concebeu em seu livro S/Z o conceito de "Lexia"[carece de fontes], que seria a ligação de textos com outros textos. Em palavras mais simples, o hipertexto é uma ligação que facilita a navegação dos internautas. Um texto pode ter diversas palavras, imagens ou até mesmo sons, que, ao serem clicados, são remetidos para outra página onde se esclarece com mais precisão o assunto do link abordado.
O sistema de hipertexto mais conhecido atualmente é a World Wide Web, no entanto a Internet não é o único suporte onde este modelo de organização da informação e produção textual se manifesta.
Atividade 2.2

Como todas as páginas navegáveis, as que expõem os hipertextos não seriam diferentes, trás consigo várias opções diferentes que promovem uma maior curiosidade em buscar os conhecimentos e as mais diferentes informações nele expostas. Navegar com liberdade sem medo de errar ou acertar sem dúvidas favorece uma busca pelas novas ideias expostas a cada página aberta muito mais interessante, criam-se novas expectativas a cada clique do mouse sobre quais informações serão oferecidas para o navegante. Os hipertextos trazem consigo ferramentas que remetem a outros textos, links que podem ser de imagens, sons ou vídeos, agregando assim ainda mais conhecimento ao texto original. As páginas dispostas pelo Google têm diferentes interfaces mais que remetem ao um mesmo contexto de sobre o que é hipertexto, algumas com ferramentas mais empolgantes para o usuário navegar outros um pouco menos, mais que nem por isso o tornam menos interessantes e ricos de informações. Foram várias as opções que a pesquisa ofereceu sobre o conceito de hipertexto, alguns oferecem links que remetem a sites específicos sobre outro determinado assunto, já a primeira opção mencionada para esta atividade trás as informações bem dinâmicas, porém com certa dificuldade quanto a carregar as suas diferentes funções. A parte ruim da maioria dos sites são as janelas de propagandas que não param de aparecer principalmente o site que esta atividade oferece como primeiro suporte para responder o que é hipertexto, o que por muitas vezes acaba atrapalhando a ação de navegar suas interfaces com maior entusiasmo, o que não o tornou menos rico em informações. 
Atividade 2.1

É um portal rico em conhecimento que proporciona uma boa interação a quem o acessa seja aluno ou professor. É de fácil interação e com detalhes que facilitam seu entendimento, dispõe de ferramentas que promovem um maior desejo em navegar no site. O fato de navegar a deriva da uma maior liberdade e consequentemente aguça curiosidade em relação às páginas da inernet.
Atividade 2.1

É um portal rico em conhecimento que proporciona uma boa interação a quem o acessa seja aluno ou professor. É de fácil interação e com detalhes que facilitam seu entendimento, dispõe de ferramentas que promovem um maior desejo em navegar no site. O fato de navegar a deriva da uma maior liberdade e consequentemente aguça curiosidade em relação às páginas da inernet.
Atividade 1.6

Projeto de aprendizagem
É uma forma diferente de ensinar e aprender, onde o professor delimita um tema que é realizado por meio de pesquisas utilizando à internet e logo é avaliado o aprendizado do aluno através do desenvolvimento de alguma atividade relacionado à pesquisa utilizando ferramentas de mídias.
Objetivos:                                                                                            
Ensinar o aluno a utilizar ferramentas tecnológicas, por meio de pesquisas que trará também conhecimento e aprendizado sobre o tema da pesquisa realizada.
Provocar o aluno a perceber e a se interessar, e querer realizar as atividades dispondo de vários recursos tecnológicos. 
Daremos um exemplo de projeto de aprendizado.
Projeto de aprendizado
Tema: Rio Araguaia
Certezas provisórias:
Sua água é doce.
É considerado um dos maiores rios do Brasil.
O Pirarucu é um dos maiores peixes do rio Araguaia.
Dúvidas tempórarias:
Qual o comprimento do rio?
Onde está localizado a nascente?
Este rio faz divisa com quais estados?
Resultados da pesquisa
Pesquisa realizada através da internet.
Qual o comprimento do rio?
O rio Araguaia tem aproximadamente 2.115 km de extensão.
Onde está localizado a nascente?
A nascente do rio Araguaia fica situada no Sudoeste de Goiás, precisamente na cidade de Mineiros.
Este rio faz divisa com quais estados?
Este rio faz a divisa natural entre os estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará.

Sugestões de avaliação utilizando ferramentas do computador
Realização de mapa conceitual criado através de um software de criação:
Desenhos utilizando Paint.
Conclusões:
O projeto de aprendizado que realizamos foi sobre o Araguaia. Com este tema fizemos pesquisas na internet e obtivemos as informações que estavam sendo necessitadas e muito, além disso, pudemos realizar o trabalho com muito mais descontração e com diversão, pois a utilização dos recursos tecnológicos para pesquisa torna um trabalho muito mais divertido e interessante. As informações encontradas na internet são inúmeras e é preciso ensinar os alunos a filtrar e a selecionar informações. Com projetos como esse o professor ensina seu aluno não só o conteúdo, mas, ensina também a utilizar os recursos de um computador.

Grupo:  Fernanda Ribas, Marcus Vinicius, Laída Araújo e Tiago Benfica.

Atividade 1.5


Atividade 1.4

sexta-feira, 17 de agosto de 2012


Atividade 1.2 e-Proinfo
Necessidade de saber lidar com as novas tecnologias

Em meio ao mundo da informatização, das tecnologias, ser professor hoje é ser um eterno aprendiz, pois além de aprender a lidar com os novos recursos disponíveis mais também desenvolver novas metodologias de ensino para melhor aplicar o seu uso além de mostrar qual o caminha correto para o uso de tais recursos presentes não só no universo escolar, mais também na vida cotidiana de cada um de nós.
Ser professor é ir além da simples tarefa de transmitir conhecimento adquirido, é aprender a cada dia, é ser flexível quanto ao aprendizado de novas formas de ensinar além de conseguir mostrar aos alunos como absorver o que é realmente significante em meio a tantas informações expostas no universo tecnológico que é cada vez mais e indispensável presente nos dias de hoje.
            
Atividade 1.3 e-Proinfo


As mídias expõem de várias formas os mais variados tipos de informação, e filtrar aquelas necessárias, que tem real importância pode ser algo complicado, é onde a escola com professores capacitados pode desempenhar um papel de grande relevância mostrando aos seus alunos que tipo de informações deve ser levado em consideração. Há uma real necessidade de uma capacitação de educadores para uma melhor utilização das mídias disponíveis, bem como uma organização dos conhecimentos adquiridos.  A escola hoje deve ter um papel mais de articulação dos conhecimentos e não só repassar os conteúdos dos livros. Os educadores devem preparar seus alunos para uma “vida real” para os acontecimentos do mundo e isso inclui saber lidar com as mídias principalmente aquelas com as quais se tem mais contato como televisão e internet.

Atividade 1.1 e-Proinfo
Convivendo com as incertezas dos saberes

 Nossa sociedade passa por um período de dificuldade em aprendizado, assim como na frase do artigo “A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em Conhecimento, de Juan Ignacio Pozo”, “há cada vez mais pessoas com dificuldades para aprender aquilo que a sociedade exige delas”, as pessoas então aprendendo a aprender, pois com muitas mais coisas para aprender e cada vez menos tempos a dificuldade fica visível para nos. Pois hoje em dia o aprendizado se torna obrigatório dentro de uma sociedade.
            Para conseguimos acompanhar essas grandes variedades de informação devemos sempre procurar entender como se dá essas informações.                                                                     Sem duvida as novas tecnologias são as grandes difusoras desse alto numero de informação, e dessas mudanças sociais, mas saber usa-la requer uma nova alfabetização que as escolas não disponibilizam, buscar esses saberes são requisitos indispensáveis para um bom profissional.                                                                                                              Graças as novas tecnologias as escolas não são as únicas fontes de informação e alfabetização disponível, mas cabe à escola dar informação para que seus alunos possam saber organizar essas informações, pois sem saber organizar essas informações não irão servi para nada.                                                                                                                         Vivemos uma era de incertezas, não existe mais saberes absolutos, pois existem vários tipos de pontos de vistas, e não devemos procurar verdades e sim saber conviver com incertezas, devemos saber adquirir a partir de vários pontos de vista o nosso próprio. E é papel da escola e do professor encaminhar os alunos através de incertas, para que eles posam construir seu próprio ponto de vista. E fazem pessoas flexíveis para novos conceitos.                                                                                                                               De um modo geral mudar a forma de aprendizagem do aluno requer mudar também a posturas dos professores, mas como Pozo diz no artigo, “Esse é um dos maiores desafios a ser enfrentado por nosso sistema educacional nas próximas décadas”.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


Identificação: Atividade 2.7
Cursistas: Rafael Zortea, Tiago Benfica e Marcus Vinicius
Nome da Escolca: Escola Estadual Prof.ª Maria Ester Peres.
Local: Vila Rica – MT.
Série: 3º do ensino médio.
Número de alunos: 30 alunos.
Professores Envolvidos: Vânia Horner, Isaildes, Maria do Rosário
Problemática a ser estudada / Definição do Tema: Utilização do programa Movie Maker em sala de aula.
Justificativa: Para melhora de trabalhos realizados por alunos na área de informática.
Obejetivo (s): Dispor novas ferramentas para realização e apresentação dos trabalhos dos alunos.
Conteúdos: Movie Maker.
Disciplinas envolvidas: Interdisciplinares.
Metodologia / Procedimentos / Cronograma: Criação de pequenos vídeos pelos alunos; mostrar para os alunos que cada um pode criar seu próprio vídeo através desta ferramenta; 25 horas presencias e outras 5 horas a distância.
Recursos tecnológicos a serem utilizados: Computador e o programa Movie Maker
Avaliação e Resultados esperados: Analisar o trabalho final afim que de os resultados mostrem que os alunos dominaram a ferramenta apresentada.
Divilgação / Socialização do Projeto realizado: Dispor os vídeos criados pelos alunos para os demais colegas.

Conceito de Hipertextos

Hipertexto é o termo que remete a um texto em formato digital, ao qual se agregam outros conjuntos de informação na forma de blocos de textos, palavras, imagens ou sons, cujo acesso se dá através de referências específicas denominadas hiperlinks, ou simplesmente links. Esses links ocorrem na forma de termos destacados no corpo de texto principal, ícones gráficos ou imagens e têm a função de interconectar os diversos conjuntos de informação, oferecendo acesso sob demanda as informações que estendem ou complementam o texto principal. O conceito de "linkar" ou de "ligar" textos foi criado por Ted Nelson nos anos 1960 e teve como influência o pensador francês Roland Barthes, que concebeu em seu livro S/Z o conceito de "Lexia"[carece de fontes], que seria a ligação de textos com outros textos. Em palavras mais simples, o hipertexto é uma ligação que facilita a navegação dos internautas. Um texto pode ter diversas palavras, imagens ou até mesmo sons, que, ao serem clicados, são remetidos para outra página onde se esclarece com mais precisão o assunto do link abordado.
O sistema de hipertexto mais conhecido atualmente é a World Wide Web, no entanto a Internet não é o único suporte onde este modelo de organização da informação e produção textual se manifesta.

sábado, 21 de abril de 2012

Avanços Tecnológicos na Educação Especial


XX Congresso Nacional da APAEs
Palestra -
 Avanços Tecnológicos na Educação EspecialAutor – Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade
Resumo:
As Tecnologias da Informação e da Comunicação são indiscutivelmente hoje um tema urgente e palpitante para todos os cidadãos brasileiros. Mais ainda se torna uma questão de possibilidades e novos caminhos para a Educação, e, dentro desta, uma crescente e necessária utilização de suas ferramentas no processo educacional de pessoas com deficiências.
Apresento minhas perplexidades e dúvidas, além de minha reconhecida apologia do uso e aplicação de novas tecnologias da comunicação e da informação no campo da Educação Especial, principalmente no meu desejo de transformação da Exclusão Social e Digital a que todos os cidadãos estão ainda submetidos em nosso País.
Há que difundir o seu uso ético e científico, bem como sua socialização ampliada, desmitificando o uso de ferramentas sofisticadas e caras, buscando soluções que possibilitem a sua efetiva implementação nos diversos e diferentes contextos das escolas brasileiras.
Acredito e tento fazer crer que, no processo transformador, chamado de inclusivo, do acesso às informações e ao conhecimento através do uso de computadores e de suas redes de comunicação, há uma urgente necessidade de sua democratização de acesso e uso, correndo-se o risco de acentuar e não remover as divisões e barreiras entre os que podem e os que não podem usufruir destas ferramentas tecnológicas atuais. Temos de combater a info-exclusão e a criação dos sem-computador ou sem-internet, os que estão conectados e os desconectados, os que chateiam e os chateados por não poderem bater papo com o Mundo.
As chamadas inovações e avanços no campo das tecnologias têm surpreendido a humanidade, muitas vezes criando mitos e explorações, porém no campo das deficiências e na vida cotidiana dos deficientes, e em especial dos cidadãos com Paralisias Cerebrais (que chamamos de DEF – Distúrbio de Eficiência Física ), o que estamos assistindo e participando é um processo criativo de produção de novos meios, técnicas e instrumentos que, quando eticamente utilizados, irão favorecer os processos de aprendizagem, profissionalização, autonomia e de inclusão social destes cidadãos.
Palavras-chaves: Novas Tecnologias, Inclusão Social, Universal Design, Educação Especial, Informática aplicada à Educação Especial, Acessibilidade, Inclusão Digital, Exclusão Social, Internet, Tecnologias Assistivas ou Auxiliares, Comunicação Aumentativa e Alternativa ou Suplementar, Era Digital.


Introdução:
A palavra "tecnologia" encontra-se hoje com a mesma difusão de outrora das palavras "democracia e liberdade". O homem chamado moderno não pode se desprender destes significados e significantes tão próximos, embora ainda com uma certa dose de utopia na sua realização. O homem moderno da sua busca de "tempo livre" e de uma outra forma de relação com o social vem tentando inventar "tecnologias". Estas tecnologias tem tido um crescimento que ultrapassa o que o senso comum a denomina, ou seja "as máquinas", e mais simplesmente os "computadores". As novas tecnologias já ultrapassam o campo do visível e das ferramentas, são também meios e métodos de intervenção na vida de todos nós.
Nosso mundo tem as transformado em "anjos ou demônios", buscando no maniqueísmo uma defesa diante de sua irrefreável vontade de crescimento e expansão sem limites. Não creio em modelos tecnofóbicos ou tecnofílicos. As novas tecnologias de transformação da Sociedade da Informação , como diz o acadêmico brasileiro Christiano German, radicado na Alemanha: - " Um dos poucos conhecimentos garantidos no debate multisetorial a respeito do impacto das modernas tecnologias da informação e comunicação sobre a política, a economia e a sociedade, tanto nos países industrializados quanto nos países em desenvolvimento, é que apenas as nações que detêm acesso a essas tecnologias e que sabem captar oportunidades por elas proporcionadas estão preparadas para os desafios do século XXI...."
Estas considerações são um aviso aos navegantes para que não se iludam sobre nossa realidade de Exclusão Social e Digital. Ainda temos um número pequeno de internautas (usuários de Internet) e de distribuição das ferramentas para os passeios e bate-papos cibernéticos (computadores, linhas telefônicas, eletricidade, etc...) para nosso País continental, multifacetado, ainda submetido às agruras de misérias humanas, sociais e políticas, e todas as suas conseqüências. Até mesmo o Governo Federal reconhece que: " a Inclusão Digital é gerar igualdade de oportunidades na Sociedade da Informação: a partir da constatação de que o acesso aos modernos meios de comunicação, especialmente a Internet, geram para o cidadão um diferencial no aprendizado e na capacidade de ascensão financeira e com a percepção de que muitos brasileiros não teriam condições de adquirir equipamentos e serviços para gerar este acesso..." Assim indica o documento enviado para o convite à participação da Oficina para a Inclusão Digital (www.inclusaodigital.org.br), promovida pela Secretaria de Comunicação de Governo da Presidência da República, entre 14 e 16 de maio de 2001, em Brasília, DF.
As tecnologias são, no campo da Educação, de uso muito antigo, muito embora não estejamos reconhecendo um "quadro-negro" como uma ferramenta tecnológica, ou mesmo um pedaço de giz, mas podemos dizer que os homens vem inventando e recriando aparelhos, ferramentas, técnicas e tecnologias instrumentais, mas também vem aperfeiçoando as chamadas tecnologias simbólicas, como a linguagem, a escrita, as representações simbólicas e icônicas, etc..., assim fazendo uso destas tecnologias nos processos de organização do trabalho, das relações humanas e, mais modernamente, das técnicas de mercado. Assim fomos perdendo sua origem grega de geração de arte, seu sentido e sua finalidade, como existira uma "techne" do ensino, uma arte de educar, uma arte com um sentido crítico, onde se perguntava permanentemente para quê ?
No campo da Educação Especial quando falamos de ‘inovações’ estamos apenas apontando o que de ferramentas visíveis estão em uso junto ao educando com necessidades especiais. Não nos apercebemos de todos os outros aparatos tecnológicos em produção permanente e se instituindo na relação professor-aluno. Venho apontando que é nesta relação que os encontros e desencontros principais estarão ocorrendo com a implantação, por exemplo, de computadores nas escolas. Já sugeri a implantação de processos de formação conjunta de professores do ensino regular e especial com os próprios alunos com e sem deficiências, buscando sua aproximação e confronto em ato, trabalhando juntos nas mesmas máquinas, aparatos e ambientes educacionais. Estes estariam na tarefa de serem experimentadores de uma busca de multiplicação com o aprendizado em salas adaptadas, como as que o PROINFO ou PROINESP, estão implantando em todo Brasil. Estes processos implicariam numa entrada para dentro das salas de aula, saindo dos espaços fechados e segregados criados como espaço de experiências destes projetos. Teriam eles ainda um caráter mais público do que privado, indo em busca de seu maior e melhor espaço de germinação: as escolas públicas regulares, do ensino fundamental à universidade. Neste sentido a criação de políticas públicas e de aplicação de recursos maiores neste campo são fundamentais.

Usando Tecnologias para a transposição dos limites:
Meu amigo, Ronaldo Correa Jr., de Recife, autor e autodidata do site Dedos dos Pés, já afirmou: "a Internet é o único espaço em que a minha normalidade é evidente. Lá eu posso ser eu mesmo, independentemente do que meu corpo é capaz de fazer. Ter acesso ao mundo todo pela tela do computador melhorou muitíssimo minha qualidade de vida...". Este homem com Paralisia Cerebral, quadriplegia com espasticidade, se comunica com todos dentro da Internet, digitando com os dedos dos pés, e vem "estudando" diversas matérias, como Economia, tornando-se um dos mais respeitados webmasters com deficiência. Ronaldo não pode concluir o chamado segundo grau, não viram nele, um deficiente físico "grave", sem sua prancha de comunicação de madeira, com o alfabeto escrito como no filme GABY (Um História Verdadeira), que lhe inspirou usar os pés para esta forma alternativa de conexão e linguagem não-verbal, as possibilidades mas sim as suas limitações físicas. Conheça-o acessando seu site em: www.truenet.com.br/ronaldo .
Muitos ainda são os deficientes, como Ronaldo, que espalhados pelo Brasil estão ou foram excluídos da escola (segundo dados publicados na Folha de São Paulo, 1998, seriam mais de 6 milhões de brasileiros e brasileiras), pelo simples fato de que o processo educacional especial ainda engatinha no uso de recursos tecnológicos, do mais simples (como as pranchas de comunicação) aos mais sofisticados (sintetizadores de fala) para estes cidadãos também possam participar do direito à Educação. Nesta perspectiva os educadores, mais ainda os que estão na Educação Especial, vistos aí como multiplicadores, necessitam de um processo de capacitação e formação no uso e difusão destes recursos, com a consciência de que estes educandos com necessidades especiais precisam de um atendimento multiprofissional, que vai dos engenheiros, analistas de sistemas, educadores, fonoaudiólogos, neurocientistas, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, neurologistas, neuropsicólogos, fisiatras e biomecânicos até os familiares da pessoa com deficiência. Lembrando sempre que nem sempre os aparatos mais sofisticados serão a melhor e mais eficiente solução de quaisquer deficiências, mas que seu uso cientificamente avaliado e discutido, coletivamente, poderá modificar a história de vida de um ser humano.
No movimento de mudanças, principalmente nas políticas públicas e nas legislações (como a LDB), imprimindo um novo caminho para a Educação Especial, embora ainda com poucas experiências no campo inclusivo, há um processo lento, porém persistente, de introdução de novas tecnologias nas escolas. Assim como a palavra tecnologia e seu exaustivo uso em todas as mídias, assistimos também uma hiperutilização da palavra INCLUSÃO. Temos uma inevitável e atual mudança de paradigmas, com resistências na mudança de mentalidades, tarefa a ser realizada com participação de todos os segmentos chamados de minorias neste País.
Sabemos que uma ampla utilização de novas tecnologias poderá facilitar o processo de inclusão de crianças e jovens com deficiência, principalmente aqueles considerados mais "difíceis", os deficientes múltiplos, autistas, surdos e com enfermidades graves. Para tanto faz se necessária a demolição e transposição de algumas barreiras e processos invisíveis que favorecem a ignorância, o preconceito, a segregação e o isolamento destes deficientes.
Todos sabemos que estes deficientes têm direito à Educação, para além de discursos oficiais ou institucionais, mas ainda de uma educação que respeite as suas singularidades e particularidades.
Para que tenhamos uma possível inclusão de crianças consideradas "casos difíceis", além de um experiente aprimoramento da capacitação dos professores e das escolas, poderíamos iniciar a difusão de recursos tecnológicos que os profissionais da educação e todo pessoal implicado nesta busca da educação com qualidade podem utilizar. Mencionarei apenas alguns dos mais importantes:
  • Computadores (conectados à Internet)
  • Sintetizadores de Fala
  • Impressoras Braille
  • Teclados ampliados e adaptados (com colméias/ protetor de teclado)
  • Mouses adaptados ou modificados
  • Sinalizadores de tela
  • Dicionários de gestos e LIBRAS
  • Aplicativos (editores de desenho e de texto ou desenho)
  • Telas sensíveis ao toque
  • Comutadores ou Switch (ou botões sensíveis ao toque)
  • Apontadores de cabeça (capacetes com ponteiros para tela)
  • Softwares de comunicação
  • LM Brain e IMAGO ANA VOX (programas de auxílio à comunicação de pessoas com deficiência motora grave, criados na UNICAMP e USP)
  • DOSVOX (Programa na UFRJ desenvolvido para leitura e edição de textos)
  • Virtual Vision (leitor de telas para deficientes visuais)
  • Via Voice (programa da IBM que permite controlar e acessar o computador com a voz)
Para que todos estes recursos tecnológicos sejam disponibilizados há que ampliar a sua difusão e conhecimento, para não cairmos em uma possível reserva de mercado, ou numa circulação restrita de seus benefícios. Sugiro uma permanente e intensa troca de informações e de dados entre os criadores e usuários destes recursos, bem como faz-se urgente uma real destinação de recursos financeiros para pesquisas, principalmente nas Universidades públicas, donde poderão surgir outras e magníficas soluções tecnológicas para pessoas com deficiência. Uma das principais fontes de informações sobre estes recursos ainda está restrita a apenas 5% de nossa população mundial, ou seja a INTERNET, onde temos empreendido uma incessante difusão, através do site do DEFNET, Centro de Informática e Informações sobre Paralisias Cerebrais, (www.defnet.org.br), com links para a maior parte dos recursos de informática e acessibilidade na Web, tanto nacionais como internacionais. Neste sentido será de grande valia um processo real de Inclusão Digital dentro das escolas, com entrada ativa dos computadores e do uso da Internet pelos alunos e professores.
Como indaguei em nosso Boletim eletrônico, o InfoAtivo, que vem circulando cada vez mais no ciberespaço: " Inclusão Digital , a hora e a vez do Ciberespaço – Seriam a Internet e o Ciberespaço novas áreas onde a Sociedade da Informação estariam propiciando uma maior transversalidade, conectividade e hipertextualidade, como um passo em direção às chamadas Tecnologias da Inteligência, indo além das ecologias humanas na direção das ecologias cognitivas? Ou na direção de criação de uma nova condição de cidadãos: os info-excluídos, os sem-computador, os sem-net ? " (maio-junho de 2001).
Segundo o Livro Verde da Sociedade da Informação (www.socinfo.org.br), um iniciativa governamental de produzir um documento para nortear o futuro do uso e implantação de tecnologias digitais no Brasil, há algumas possíveis ações governamentais a realizar:
  • Aumentar drasticamente o número de pessoas com acesso direto e indireto à Internet no Brasil (atingir a meta de 36 milhões no ano 2003)
  • Popularizar o acesso à Internet em todo País (disponibilizando pontos de acesso – quiosques em cidades com mais de 50 mil habitantes)
  • Produzir e disponibilizar hardware e software de baixo custo
  • Promover a implantação de serviços de acesso público (em 2000 bibliotecas públicas e em 5500 centros comunitários)
  • Finalmente oferecer mecanismos de aprendizagem em informática e treinamento no uso da Internet em larga escala.
Teremos portanto uma possibilidade enorme de sustentação de um plano nacional de universalização do acesso à Internet, com participação ativa da sociedade organizada e das instituições implicadas com a responsabilidade social no novo milênio. Porém todos estes esforços precisam ser acompanhados de algumas normatizações sobre o que se chama hoje de "acessibilidade na Web", que tem em alguns países (Portugal e Espanha, por exemplo) ajudado e facilitado o uso da Internet por pessoas com deficiência, já que os sites são previamente construídos e desenhados para permitir e facilitar o acesso por qualquer tipo ou condição de usuário. Cabe aí a busca do conceito de UNIVERSAL DESIGN, onde teremos a busca, quase filosófica, de um ideal de pensar e refletir todas as mídias, meios e tecnologias no respeito à diversidade humana, buscando um uso coletivo e universalizante de todos os recursos para acesso à informação e o conhecimento. Segundo Lévy: "a inteligência coletiva só tem início com a cultura e cresce com ela... Num coletivo inteligente, a comunidade assume como objetivo a negociação permanente da ordem estabelecida, de sua linguagem, do papel de cada um, o discernimento e a definição de seus objetos, a reinterpretação de sua memória...." . Nestes coletivos da modernidade virtual, a exemplo dos fóruns de discussão e dos chats (bate-papos eletrônicos), via Internet, os sujeitos passarão a uma busca incansável de não discriminação e não criação de castas ou guetos, enfim estariam caminhando juntos na busca da Sociedade Inclusiva.
Temos pois, impreterivelmente, que pensar o lugar da Escola diante das inovações tecnológicas, abolindo as tecnofobias e tecnofilias, acreditando que estaremos combatendo o mais importante dos analfabetismo atuais: o analfabetismo digital, pois como diz Pretto: "a superação do analfabetismo da língua é um desafio para muitos países como o Brasil e, no entanto, um novo desafio já se coloca , sem a possibilidade de se esperar a solução do primeiro. A superação desse analfabetismo das imagens, da comunicação e da informação e a incorporação dessa nova razão não se darão única e exclusivamente por intermédio da Escola, mas seu papel pode ser significativo se forem desenvolvidas políticas educacionais que a valorizem, transformando-a no espaço para a formação do novo ser humano".
Mas além da vontade política de realizar a valorização da Escola e dos Educadores, tarefa urgente de todos os governos e governantes, temos de provocar uma reflexão sobre o uso indiscriminado e sem preceitos científicos de recursos tecnológicos, principalmente quando se tratar de pessoas com deficiências. As experiências com ensino usando tecnologia de ponta, computadores e softwares educacionais, mesmo nos países ditos mais desenvolvidos, demonstram, por exemplo, que o acesso dos alunos aos computadores nas escolas norte-americanas , segundo o Projeto ACOT (Apple Classrooms of Tomorrow), varia muito de acordo com classe social, raça e língua materna, lá os brancos tem mais privilégios digitais que os negros ou não-brancos, o que reforça a preocupação com a possibilidade da Internet e os recursos da Informática aplicada à Educação continuar avançando para um novo "apartheid" digital. Nesta segregação teríamos mais uma vez incluídos na exclusão os deficientes e as pessoas com necessidades especiais, principalmente se forem pobres, periféricos, populares e marginalizados, o nos levaria para a parcela dos 98% dos deficientes sem nenhuma forma de atendimento escolar ou outro no Brasil, pertencentes aos 10 % da população geral, no mínimo mais de 10 milhões de cidadãos.
Espero e desejo que o processo de universalização dos recursos tecnológicos busca a máxima ampliação dos seus beneficiados, que se incluam aí os deficientes com maior comprometimento motor, cognitivo ou os com deficits sensoriais ou verbais, enfatizando que além estarem "dentro" das escolas regulares, recebendo o básico processo de alfabetização na língua, estejam sendo respeitados em seus Direitos Humanos fundamentais, incluindo-se aí o direito à informação atualizada sobre os avanços da tecnologia e dos serviços, principalmente públicos, disponíveis para pessoas com deficiências, suas famílias e os profissionais que trabalham neste campo e o público em geral. PELO ACESSO IRRESTRITO E UNIVERSAL A TODAS AS TECNOLOGIAS QUE POSSAM LIBERTAR O ESPÍRITO E CORAÇÃO DOS HOMENS !

Bibliografia:
Andrade, Jorge Márcio P. de - Educação em Bytes (O Uso de Informática em Educação Especial) – Rio de Janeiro – Editora Casa da Ciência da UFRJ – 1997.
Andrade, Jorge Márcio P. de - A Internet como Processo de Inclusão Social de Pessoas com Deficiência – in Tecnologia em (Re) Habilitação Cognitiva (uma perspectiva multidisciplinar) – Capovilla et allii (org.) – I Congresso Brasileiro de Tecnologia e (Re) Habilitação Cognitiva - São Paulo – EDUNISC – 1998.
Bautista, Rafael (coordenação) – Necessidades Educativas Especiais – Dinalivro – Lisboa – Portugal – 1997.
Dwyer, David, Ringstaff, Cathy, Sandholtz, Judith H. – Ensinando com Tecnologia (Criando Salas de Aula Centradas nos Alunos) – Artes Médicas – Porto Alegre – RS – 1997.
German, Christiano - "On-line/Off-line – Informação e Democracia na Sociedade de Informação" – in Informação & Democracia – Ed. UERJ – Rio de Janeiro – RJ – 2000.
Litwin, Edith (organizadora) – Tecnologia Educacional (política, histórias e propostas) – Ed. Artes Médicas – Porto Alegre – RS - 1997
Pretto, Nelson de Luca – Uma Escola Com/Sem Futuro (Educação e Multimídia)-Papirus Editora – Campinas – SP - 1996
Sancho, Juana M. (organizadora) – Para uma Tecnologia Educacional – Ed. Artes Médicas – Porto Alegre – RS - 1998.